A programação para o Carnaval Pipoca, organizada pelo governo estadual, está tão diversificada quanto a Bahia. As atrações nacionais e internacionais, com ritmos para todos os gostos (rock, música eletrônica, MPB, samba e reggae), prometem levar muitos foliões aos circuitos da festa. São quatro trios elétricos, com 20 saídas, que vão desfilar com 17 grupos musicais escolhidos por curadoria e edital. No total, são R$ 12 milhões investidos em atrações para este segmento.
Segundo o secretário estadual de Cultura, Márcio Meirelles, a novidade este ano é a Varanda do Glauber, localizada no Espaço Unibanco Cine Glauber Rocha durante o Carnaval. Ele explicou que a iniciativa faz parte da revitalização do Carnaval da Praça Castro Alves. O espaço vai oferecer ao público shows, de sexta a terça-feira, de artistas da cena musical baiana e DJs, que vão animar o público sempre nos intervalos da passagem dos trios.
“Queremos incentivar o folião a vir curtir o Carnaval no centro da cidade, para desafogar mais os tradicionais circuitos e criar opções para os soteropolitanos que não costumam ir à festa. O esforço do governo é tentar reconfigurar o Carnaval, tornando-o mais acessível a todos”, afirmou Meirelles.
A cultura africana também ganha visibilidade pelo terceiro ano consecutivo com o Carnaval Ouro Negro. Neste ano, 120 entidades, entre afoxés, blocos afro, de índio, de samba e de reggae, se apresentam nos circuitos.
Foram investidos R$ 5 milhões no Carnaval Ouro Negro, distribuídos por meio de recursos entre R$ 15 mil e R$ 100 mil, com repasse de 50% da verba antes do início da festa, para que os grupos pudessem produzir seus desfiles.