Angola quer chegar a 2 milhões de barris de petróleo por dia
Publicado em: 19/11/2007 - 23h39min
O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, afirmou domingo, em Riad, capital saudita, que a produção petrolífera em Angola poderá atingir dois milhões de barris/dia em 2009, 500 mil a mais dos que os atuais.
Citado nesta segunda-feira pelo Jornal de Angola, Eduardo dos Santos falava na reunião de cúpula dos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que terminou domingo e que decorreu à porta fechada na Arábia Saudita.
O chefe de Estado angolano anunciou para 2010, ou princípios de 2011, a entrada em funcionamento, na província do Zaire, de uma fábrica de liquefação de gás, o projeto LNG, com uma produção de cinco milhões de toneladas por ano, ou seja, 6,9 milhões de metros cúbicos.
O presidente angolano, que considerou "sábia" a adesão do país à OPEP, manifestou também a intenção de Angola de construir uma ou duas refinarias, com uma capacidade de tratamento aproximada de 200 mil barris de petróleo/dia.
Falando à imprensa no final da reunião de Riad, Eduardo dos Santos manifestou-se bastante satisfeito com os resultados da reunião realizada na capital saudita, sublinhando que sai do encontro "bem impressionado" com as decisões da OPEP e com as idéias que foram discutidas nos dois dias da Cimeira.
"Os resultados são muito positivos. É a primeira vez que participo numa reunião da OPEP. Saio daqui muito bem impressionado pelas idéis muito válidas que aqui foram expostas, pela nobreza dos objetivos da própria organização", afirmou.
"Vamos procurar corresponder à expectativa que à volta de Angola está criada, mas acho que foi uma decisão sábia a integração de Angola, nesta altura, na OPEP", acrescentou Eduardo dos Santos, que regressa hoje a Luanda.
Angola foi admitida na OPEP como 12º membro da Organização, no dia 14 de dezembro de 2006, numa reunião extraordinária realizada em Abuja (Nigéria).
A reunião de cúpula dos líderes da OPEP terminou com a leitura da Declaração de Riad, que reflete o compromisso da organização em trabalhar para ajudar a estabilizar o mercado de petróleo e o consumo de energia.
Os países da OPEP querem igualmente fortalecer a cooperação e, por via disso, ajudar os países menos desenvolvidos, tendo também assumido o compromisso de trabalhar para a estabilização do mercado de petróleo e consumo de energia no mundo.
Além de Angola, a OPEP congrega como membros efetivos a Arábia Saudita, Argélia, Indonésia, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Venezuela.
A Arábia Saudita, o Irã, Iraque, Kuwait e a Venezuela, que proclamaram a organização, são os membros fundadores.
Historicamente, a OPEP foi fundada em 1960 em Bagdá, Iraque, no final de uma reunião realiza de 10 a 14 de setembro, na capital iraquiana, tendo sido registrada no Secretariado das Nações Unidas como organização a 6 de novembro de 1962 com base na Resolução 6363.
A primeira reunião da OPEP, que tem como objetivo unificar a política petrolífera dos membros, aconteceu em 1975, em Argel (Argélia), e a segunda realizou-se em 2000, em Caracas (Venezuela).
A OPEP, cuja sede é em Viena (Áustria), reúne-se geralmente numa conferência de ministros que, de acordo com os estatutos, constitui a sua autoridade suprema.
As conferências consistem na reunião de delegações dos países membros, normalmente chefiadas pelos respectivos ministros dos petróleos e energia.
Fonte: Agência Lusa
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