Publicado em: 19/11/2007 - 15h33min

A campanha de vacinação anti-rábica prosseguirá até o dia 7 de dezembro e este ano terá dois dias de mutirão. O primeiro Dia “D” foi no último sábado, 10, quando o trabalho foi intensificado em Itabuna, Jussari, Maraú, Aurelino Leal, Ubatã, Santa Cruz da Vitória, Ubaitaba e Gongogi.
A vacinação anti-rábica é promovida pelas Secretarias Municipais de Saúde sob a coordenação da Secretaria Estadual de Saúde(SESAB), através das Diretorias Regionais de Saúde(DIRES). Na micro região de Itabuna, a 7ª DIRES fornece apoio técnico para 22 municípios realizando reuniões e capacitações, encaminhando supervisores e vacinadores, além de consolidar dados municipais para o envio ao nível central, em Salvador.
Segundo João Marcos de Lima, diretor da 7ª DIRES, estrategicamente, haverá duas etapas da campanha este ano. A segunda fase será no próximo dia 24 em outros 13 municípios na área de atuação da DIRES. “A idéia é fazer o trabalho bem feito e vacinar pelo menos 80% dos animais domésticos”, afirmou.
Os trabalhos dos profissionais de saúde começaram desde vinte de outubro, mas são intensificados em dias “D” para atingir a meta de vacinação.
A raiva é uma doença causada por um vírus, transmitido a partir da saliva do animal infectado e é 100% letal. De acordo com Itiana Lindote Monteiro, veterinária coordenadora do programa da raiva na área da 7ª DIRES, não é somente a mordedura do animal que pode transmitir a doença. “A transmissão pode também ocorrer através da lambedura de pele ferida ou de mucosas íntegras (como a boca), ou pela arranhadura, especialmente de felinos (gatos), já que estes animais têm o hábito de lamber as patas, depositando em suas unhas o vírus rábico”, explicou.
Em 2001 ocorreu um caso de raiva humana no município de Jussari, quando o paciente foi agredido por um animal contaminado, vindo a óbito.
Nos casos de agressão ao ser humano deve haver procura imediata da unidade de saúde mais próxima para orientação a respeito do tratamento profilático contra raiva, que se dá através da utilização de vacina e soro. A raiva provoca a morte após atingir o sistema nervoso central, estágio no qual não há cura. Os principais sintomas da doença são formigamento, enrijecimento muscular, irritabilidade, ansiedade, dificuldade de deglutição e fotofobia (sensibilidade à luz). A primeira providência ao se notar os sintomas é procurar um posto de saúde.
As autoridades de saúde explicam que a doença, principalmente na região norte do país, vem sendo transmitida também por morcegos, ao se alimentarem do sangue de animais como bovinos e eqüinos e do próprio homem, especialmente de crianças.
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