Publicado em: 16/12/2008 - 15h38min
Segundo o ministro, o local foi escolhido por apresentar índices de violência e de desagregação social que ele próprio consider “trágicos”.
Tarso Genro voltou a afirmar que a segurança pública no país, até algum tempo atrás, era tratada exclusivamente como uma questão de “ação policial violenta” em resposta à criminalidade. “Nossos jovens policiais, em regra, são treinados para agir dessa forma”, disse o ministro. Ele ressaltou que o policial brasileiro é colocado em confronto como se a luta contra a criminalidade fosse apenas “uma medição de forças pela violência”.
“O Pronasci [Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania] muda radicalmente isso. O policial, aqui, não é o que entra e sai, é o que entra e fica.” Tarso enfatizou que a polícia integra-se à comunidade e tem uma responsabilidade que é do Estado brasileiro: combater a violência com ação policial de alto nível e programas preventivos que organizem e integrem a comunidade para lutar também contra os desvios de conduta. “Para que ela [comunidade] veja na polícia um braço amigo do Estado, e não o braço violento do Estado para gerar mais violência e mais crime.”
A região de Itapoã também recebeu hoje um posto da polícia comunitária, cujo efetivo deverá ser de 16 homens. De acordo com o secretário executivo do Pronasci, Ronaldo Teixeira, há 2.661 policiais do Distrito Federal matriculados na rede de segurança pública para adquirir a formação.
“Queremos uma polícia próxima da comunidade, dialogando e estabelecendo uma relação que signifique a presença do Estado onde ele tem que chegar. Esse policiamento estará equipado com armamentos não-letais”, afirmou.
Outra novidade, segundo Teixeira, é a presença de um videomonitoramento em Itapoã – o primeiro instalado em área não-metropolitana. “Teremos câmeras acompanhando as mais diversas ações da comunidade para oferecer segurança”, disse.
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, acredita que, no prazo de um ano, o Itapoã será um local “realmente da paz” e que, além de diminuir os índices de violência, é preciso atuar não apenas com repressão.
“Não é tratar a violência só com polícia mas tratar a violência nas suas bases. É criar condições para que a criança, o adolescente e o jovem tenham esporte, uma boa educação e prevenção”, destacou.
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