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Mairi
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Mairi é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2004 era de 19.734 habitantes.

História

1591 - Bandeira de Gabriel Soares de Sousa, partiu do rio Jaguaripe para Jacobina, em busca de minas de ouro e de prata.

1655 - Em dez de abril, grande sesmaria concedida a João Peixoto Vieiras pelo Governador D. Jerônimo de Ataíde (6º ), Conde. de Atouguia (1654-1657), entre os rios Paraguaçu e Jacuípe até suas nascentes.

1795 - Nessa década é construída a capela da Santa Cruz, por monges liderados por Frei Apolônio de Todi e os moradores.

1808 - Saturnino Gomes de Oliveira registra a fazenda Santa Rosa de onde se originou a cidade de Mairi.

1822 - O segundo proprietário da fazenda Santa Rosa, mudado o nome para Monte Alegre, faz doação de cem braças quadradas para edificação da capela sob a invocação de Nossa Senhora das Dores.

1838 - Freguesia de Nossa Senhora das Dores de Monte Alegre, criada pela Lei Provincial nº 67, de 1º de junho.

1857 - Vila de Nossa Senhora das Dores de Monte Alegre, erecta em 31 de dezembro pela Lei Provincial nº 669.

1889 - A Câmara de Vereadores adere ao regimento republicano em sessão de 30 de novembro.

1893 - Instalação da Intendência e Conselho Municipais, em sessão de 7 de janeiro.

1897 - A vila de Nossa Senhora das Dores de Monte Alegre é elevada à categoria de cidade, em 5 de agosto, pela Lei Estadual nº 196.

1923 - Comarca de Monte Alegre, pela Lei Estadual nº 1661, de 28 de agosto, com os termos Sede e Baixa Grande.

1924 - Fundação da Sociedade Lítero-recreativa 7 de setembro, por iniciativa do juiz Álvaro Olympio Pinto de Azevedo, em julho.

1926 - Em 26 de junho os revoltosos da coluna Prestes invadem a cidade.

1937 - lançamento da primeira pedra, em 12 de novembro, da torre da Igreja Matriz.

1949 - Primeiro serviço de luz elétrica instalado em 2 de outubro.

1956 - Ginásio de Monte Alegre, fundado por Dr. José Vieira da Silva.

1959 - Diocese de Rui Barbosa, criada pela bula Mater Eclesiae, de sua Santidade o Papa João XXIII (1958 - 1963), de 14 de novembro.

1960 - Rodovia ligando Mairi a Baixa Grande, em 30 de dezembro.

1970 - Inauguração do Hospital Municipal Nossa senhora das Dores.

1971 - Energia hidrelétrica de Paulo Afonso, pela Companhia de Energia hidroelétrica de São Francisco - CHESF.

- Instalação do serviço telefônico em convênio com a telecomunicação da Bahia S/A - Telebahia. Hoje Telemar.

1982 - Inaugurarão do serviço de abastecimento de água canalizada à cidade a encargo da Empresa Baiana de Água e Saneamento S/A - Embasa.

Geografia

O município de Mairi (do tupi mair= francês; Mairi = povoação de franceses. Semelhanternente a mariquiquiig = naufrágio de franceses. Naufrágio acontecido ao largo da costa do Rio Vermelho, bairro de Salvador, daí o Largo da Mariquita, corruptela dessa expressão indígena) localiza-se na microrregião homogênea 11 - Itaberaba-, composta por doze comunas (Baixa Grande, Boa Vista do Tupim, Iaçu, Ibiquera, Itaberaba, Lajedinho, Macajuba, Mairi, Mundo Novo, Rui Barbosa, Tapiramutá e Várzea da Roça), e na região econômica 7 - Paraguaçu -, formada esta por quarenta e dois municípios, correspondendo a 6% da área do estado da Bahia, ainda incluído no polígono das secas (área delimitada pela Lei nº 1 348, de 1951), fazendo parte da Bacia Hidrográfica do Rio Paraguaçu e, também da Bacia do rio Jacuípe. De forma botânica de caatinga em maior extensão (caatinga é vocábulo de origem tupi, significando mato branco), de vertentes-esplanadas, maci- ços de morros e de oiteiros com tabuleiros interioranos. Pastagens de capim, onde se desenvolve a pecuária extensiva. O potencial agroclimático do município é de grau regular, com aptidão para as culturas de algodão arbóreo, fumo e sisal (agave): mandioca, batata-doce, feijão, banana e laranja. Limites Municipais O município de Mairi limita-se a oeste com municipalidade de Mundo Novo, ao sul com Baixa Grande, leste com Pintadas e Capela do Alto Alegre e ao norte, Várzea da Roça e Serrolândia, com as fronteiras: Mundo Novo - começa na Foz do Riacho do Ouro no Rio Jacuípe, seguindo, em reta, até a localidade Canabrava, na margem do riacho deste nome: Baixa Grande - da localidade Canabrava, na margem do riacho de mesma denominação, daí, em reta, até o marco da localidade Cruzei- ro, seguindo, em reta até o marco no lugar Congonha e daí ainda em reta, até a Foz do Riacho Barão do Rio Cairu, seguindo em reta até o lugar Coração de Jesus, na margem do Rio do Peixe; Capela do Alto Alegre - no marco do lugar Coração de Jesus, na margem do rio do Peixe, sobe por este até o cruzamento da estrada vicinal, que parte de Mairi em direção de Capela do Alto alegre, com rio do Peixe. Várzea da Roça - limite provisório sujeito à alteração; Serrolândia - da Foz do Riacho do Morro, até a foz do Riacho do Ouro, ambos do Rio Jacuípe, que tomamos como ponto de partida.

Clima

O tipo climático do Município é o semi-árido e seco, subtropical e ameno, com perene estiagens e períodos chuvosos, variado entre abril a junho e novembro a janeiro. A precipitação média anual varia entre 600mm a 800mm e a temperatura média é de 23º 6 C (graus centígrados).

Hidrografia

O rio principal é o Jacuípe, que pelo seu talvegue é marco fronteira norte com o município de Serrolândia, e é parte da Bacia Hidrográfica do Paraguaçu. Zona natural homogênea da Sacia do Itapicuru, com patamares do médio Paraguaçu. Possui alguns riachos que afluem para a direita do Rio Jacuípe e outros que derivam para o sul, a exemplo dos riachos Congonhas e Palácio, e os rios Paulista, Imbe e Cairu, este último tem a sua nascente no próprio município. Existem numerosas lagoas rasas e extensas, todas periódicas, isto é, que secam nas estiagens prolongadas: Comprida, do Casquilho, das Duas Irmãs, da Macambira e do Jacaré, além de outras. Ainda o Açude Angico.

Orografia
A topografia é montanhosa, pela presença de ramificações da Serra Preta, e a sua principal elevação é a Montanha Santa Cruz, onde existe uma capela.

Recursos Naturais
A fauna reúne variadas espécies de aves e animais outros silvestres, como sejam, entre muitos, aracuã, codorniz, galinhola, inhambu, juriti, marreco, perdiz, pomba de seca, seriema e zabelê; cagado, camaleão, caititu, cotia, jaguatirica, mico, paca, raposa, tamanduá, tatu, teiú e veado. A flora apresenta pequena reserva de madeira de lei e abundância de madeira de lenha, como ainda plantas alimentícias, aromáticas e medicinais e muito ouricurizeiro. No campo geológico há os granitos. Pré-Cambriano indiferenciado. Complexos de rochas granulíticas, com a inclusão de metatexitos, usados em geral para construções. Depósitos eluvionares e coluvionares, biolita, granitos e sienito.

Colonizadores e imigrantes


São lembrados os imigrantes e sua famílias dos séculos XVIII e XIX que permaneceram em Mairi e influenciaram o seu desenvolvimento. Os portugueses, Antônio João Belas e sua mulher Mariana, que aqui se fixaram no final do século XVIII, e com eles vindo o irmão de Mariana, José Carlos da Mota. Este, tempos depois, continuou viagem, adentrando-se pelas matas do oeste, onde dizem ter exclamado: Aqui é um mundo novo! Este casal teve muitos filhos, entre os quais, Manuel e Joaquim Alves Belas, que se tornaram líderes políticos e governaram o município muitos anos. Morreram pobres, sendo que o primeiro pós termo à vida, ingerindo tóxico, vindo a falecer em 1905, e deixaram muitos descendentes. Outro português, Jerônimo Ferreira Moreira, casou-se em Jacobina com a compatrícia Marcolina e teve prole numerosa. Um de seus filhos, Alexandre Ferreira Moreira, foi intendente municipal, e exerceu marcante liderança política, falecendo em 1919. Dois filhos de Alexandre foram prefeitos em Mairi: Hermes e Abelardo Cohim Moreira. Um filho de Aberlardo, Carlos Raimundo de Almeida Moreira, também foi prefeito. São muitos os de sua descendência, tanto em Mairi como em cidades da vizinhança. Nicolau Farani, italiano, foi um dos maiores comerciantes, grande proprietário e líder político e social. Opositor dos Moreira. De alguns filhos deve lembrada Marianina, que casou-se com Graciliano Pedreira de Freitas, e tornou-se mãe de Lauro Farani Pedreira de Freitas, que, candidato ao governo da Bahia, faleceu em campanha política, num desastre de avião, em 1950. Nicolau deslocou-se com a família, já velho e pobre, para Alagoinhas, e em Mairi são raros os seus descendentes. Outros italianos que aqui entraram ao mesmo tempo, são lembrados os Finamore e os Assuit, que tem descendência rara. A família mais numerosa de Mairi é a Rios. Os seus ascendentes eram portugueses, e, de início, fixaram-se em Riachão do Jacuípe, donde se ramificaram para Mairí, Miguei Calmon, Jacobina e outros lugares. São estas as famílias mais antigas, numerosas e tradicionais de Mairi.

Turismo

Capela da Santa Cruz de Monte Alegre
Dizem os moradores que a capela da Santa Cruz do Monte Alegre, como ainda a designam, é o cartão postal da cidade de Mairi. Realmente. Qualquer que seja o ponto de quem se aproxima da cidade, a primeira vista que se descortina é a beleza mística da capela lá no alto, dominando extenso e vasto panorama. Assentada a cavaleiro na parte mais proeminente do monte, a capela tem dimensões reduzidas, com nave de dez por quatro metros e dividida em duas partes, separadas por um arco. Na parte menor, posterior, encontra-se uma mesa , como por um altar, com alguns objetos e encostado à parede, um grande crucifixo, que chega até o alto. A esquerda, no ângulo da parede, um nicho protegido por grade de ferro e onde estão dispostos os santos gêmeos Cosme e Damião. Há, na parede lateral esquerda, uma prateleira inteiramente ocupada por estampas e quadros com molduras de santos, fitas, terços, ex-votos de madeira, pano e cera, representando partes anatômicas humanas: pernas, braços, mãos e pés. Na outra porção do espaço interno, as paredes estão riscadas, em toda a sua extensão, com nomes de pessoas, datas e outros dizeres, de tinta preta semelhante a carvão. O frontispício da igrejinha possui como envergadura urna porta abaulada, que se alcança por uma escada de seis degraus, em azulejo. Acima da porta, uma espécie de nicho, em arco romano, com uma pequena trave horizontal destinada, talvez, a um sino e localizado no centro do frontão. Lateralmente, em cada extremo, dispõem-se dois coruchéus pontiagudos, com telhados em duas águas e terminações em beira-seveira. A porta tem duas bandas, que não se fecham e presas por furos na madeira, onde se passa uma pequena corrente. As bisagas do lado direito estão corrompidas, dificultando a abertura. A capelinha está a merecer maiores cuidados por parte dos poderes constituídos, pois é o mais importante marco (bi) centenário da Cidade, estando a completar, seguramente, duzentos anos de edificada. Diante e ao lado direito da capela construiu-se uma amurada com gradeado tosco de ferro, servindo para proteger os visitantes ou romeiros, pois que fica à beira do despenhadeiro alcantilado, que abruptamente e quase na vertical se abre, a um tempo, diante "do precipício! ... e do céu!..." Ao aproximar-se do templo, o visitante sobe por dois lanços de escadaria, onde se aproveitou a sinuosidade da formação rochosa, a partir daí, de quartzo leitoso. O primeiro lanço possui 41 degraus e o seguinte, 25, separados por um patamar inclinado. No final do século XVIII as freguesias mais próximas do núcleo de moradores então existente eram Sant 'Ana de Camisão, criada em 1753, e Santo Antônio de Jacobina, em 1758. Os missionários frades capuchinhos, liderados por frei Apolônio de Todi, sabedores desse pequeno aglomerado de pioneiros, foram em sua busca e cumprindo sua missão, lá se apresentaram a semear a sua fé é a sua religião, e auxiliados pelos moradores edificaram o santuário para perpetuar a sua visita e a sua crença. Houve tempo em que se realizavam romarias para assistir missa de penitência, quando em época de longas estiagens e para lá convergiam milhares de fiéis.

Toca da onça
No mesmo monte, cerca de trinta metros abaixo da parte frontal da capela, encontra-se a falada Toca da Onça. Para lá chegar, a sua descida é íngreme e escarpada. A gruta se abre numa galeria estreita, que sobe em declive, mais ou menos por uns dez metros, saindo na parte superior por um rasgão angusto, dificilmente dando passagem a uma pessoa.


Fonte: Wikipédia


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